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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Breve Hisória da Igreja Católica ao Protestantismo


Tudo começa entre os séculos 313 e 590, quando a Igreja Católica Antiga torna-se a Igreja Católica Romana, onde os bispos dominavam a liderança da Igreja. Quando as estruturas e leis canônicas estavam incutidas na Roma Imperial. Uma modernização da liturgia católica, que incluía desde a veneração a virgindade de Maria, mãe de Jesus, a importâncias no batismo de crianças, Santa Ceia, comemoração do natal em 25 de dezembro etc. E neste tempo, surgiu uma hierarquia sacerdotal, comandada por um bispo romano.

Então, Gregório I é consagrado o primeiro bispo, episcopado de Roma, e então inicia a expansão do cristianismo pela atividade missionária pelo ocidente.

Direto ao apogeu do poder papal, no período 1054 e 1305. O surgimento de universidades e do “escolasticismo” fortaleceu os fundamentos intelectuais do papado medieval.

Nos séculos XII e XIII, expedições de cavaleiros templários realizaram as cruzadas e batalharam por razões religiosas contra os muçulmanos na Europa e na Ásia e contra os heréticos. Isto impulsionou a construção de belas catedrais góticas. Com este ânimo, até os leigos queriam participar destes movimentos.

 Em 1050 e 1350, a igreja passa por uma reforma cultural, quando foi criado o movimento intelectual escolástico, onde se tentou racionalizar a teologia, estabelecendo um equilíbrio entre a fé e a razão. Este movimento iniciou nas catedrais e mosteiros, com surgimento das universidades no século XIII. Os escolásticos não buscavam a verdade contida em seus estudos, mas uma unidade intelectual, política e eclesiástica.

Mas houve um tempo, de 1309 a 1439, que o papado entrou em declínio. Com as exigências de celibato e obediência absoluta ao papa, e a feudalização da Igreja Romana discordâncias entre clérigos, várias discussões ocorreram principalmente entre contrariadores do celibato e os bispos. Além do mais, os impostos papais, para sustento da vida de luxuria do papa e seus súditos causaram revolta dos leigos.

A perda da credibilidade dos clérigos foi também um dos fatores determinantes para a rejeição do povo, e com o surgimento das Nações-Estados, que se opunham a soberania universal do papa, desafiaram o poder da igreja. É neste contexto ruim para a igreja católica que os místicos ainda exigem um contato direto com Deus, em uma forma extra-racional, na intenção de recebimento passivo da graça divina.

Mais tarde, século XIV, os concílios reformadores buscaram o surgimento de um líder eclesiástico dos leigos.

Contudo, após ter conseguido dissipar as tentativas internas dos místicos de acabar com o clero, a igreja enfrentou uma oposição externa dos reformadores e dos concílios reformadores, os quais tentaram colocar a bíblia como uma fonte de autoridade, passando por uma organização mais democrática.

A igreja enfrentou as forças opositoras renascentistas, Reforma Protestante, a qual colocou limites a soberania do Papa.  
CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã. Rio de Janeiro: Vida Nova, 2004.

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