Tudo começa entre os séculos
313 e 590, quando a Igreja Católica Antiga torna-se a Igreja Católica Romana,
onde os bispos dominavam a liderança da Igreja. Quando as estruturas e leis canônicas
estavam incutidas na Roma Imperial. Uma modernização da liturgia católica, que
incluía desde a veneração a virgindade de Maria, mãe de Jesus, a importâncias
no batismo de crianças, Santa Ceia, comemoração do natal em 25 de dezembro etc.
E neste tempo, surgiu uma hierarquia sacerdotal, comandada por um bispo romano.
Então, Gregório I é
consagrado o primeiro bispo, episcopado de Roma, e então inicia a expansão do
cristianismo pela atividade missionária pelo ocidente.
Direto ao apogeu do poder
papal, no período 1054 e 1305. O surgimento de universidades e do “escolasticismo”
fortaleceu os fundamentos intelectuais do papado medieval.
Nos séculos XII e XIII,
expedições de cavaleiros templários realizaram as cruzadas e batalharam por
razões religiosas contra os muçulmanos na Europa e na Ásia e contra os
heréticos. Isto impulsionou a construção de belas catedrais góticas. Com este
ânimo, até os leigos queriam participar destes movimentos.
Em 1050 e 1350, a igreja passa por uma reforma
cultural, quando foi criado o movimento intelectual escolástico, onde se tentou
racionalizar a teologia, estabelecendo um equilíbrio entre a fé e a razão. Este
movimento iniciou nas catedrais e mosteiros, com surgimento das universidades
no século XIII. Os escolásticos não buscavam a verdade contida em seus estudos,
mas uma unidade intelectual, política e eclesiástica.
Mas houve um tempo, de 1309
a 1439, que o papado entrou em declínio. Com as exigências de celibato e
obediência absoluta ao papa, e a feudalização da Igreja Romana discordâncias
entre clérigos, várias discussões ocorreram principalmente entre contrariadores
do celibato e os bispos. Além do mais, os impostos papais, para sustento da
vida de luxuria do papa e seus súditos causaram revolta dos leigos.
A perda da credibilidade dos
clérigos foi também um dos fatores determinantes para a rejeição do povo, e com
o surgimento das Nações-Estados, que se opunham a soberania universal do papa,
desafiaram o poder da igreja. É neste contexto ruim para a igreja católica que
os místicos ainda exigem um contato direto com Deus, em uma forma
extra-racional, na intenção de recebimento passivo da graça divina.
Mais tarde, século XIV, os
concílios reformadores buscaram o surgimento de um líder eclesiástico dos
leigos.
Contudo, após ter conseguido
dissipar as tentativas internas dos místicos de acabar com o clero, a igreja
enfrentou uma oposição externa dos reformadores e dos concílios reformadores,
os quais tentaram colocar a bíblia como uma fonte de autoridade, passando por
uma organização mais democrática.
A igreja enfrentou as forças
opositoras renascentistas, Reforma Protestante, a qual colocou limites a
soberania do Papa.
CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã.
Rio de Janeiro: Vida Nova, 2004.