Coadjuvantes na vida
A bíblia fala de um homem convencido por um anjo a acreditar que sua futura esposa esperava um filho que não era de outro homem, e sim de Deus.
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, internou deixá-la secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo” (Mt 1:18-20).
As possibilidades deste fenômeno acontecer eram nulas. Assim como hoje, quem acreditaria em uma história destas? José acreditou.
Ele também sabia que pela lei descrita em Dt. 22, Maria podia ser apedrejada, simplesmente por não ter casado antes de ter um filho.
Foi obediente quando Deus lhe ordenou a voltar com o Jesus do esconderijo:
“... Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino. Então ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.” (Lucas 2).
Além disto, a bíblia não relata argumentos de José. Sabe-se que era carpinteiro, e ensinou a Jesus uma profissão.
Não se sabe quando morreu, provavelmente logo após o episódio em que Jesus não é encontrado por três dias, enquanto ensinava os sábios na Sinagoga: “Três dias depois, acharam Jesus no templo, assentando no meio de doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que ouviam se admiravam da sua inteligência e das suas respostas.” (Lc: 2)
José levava a família anualmente a Jerusalém para a festa da Páscoa. Mas quando o menino tinha doze anos, sumiu por três dias. Como qualquer pai que ama seu filho, juntamente com Maria o procurou desesperadamente. Quando o encontrou, teve uma resposta que não esperava do filho: “Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lc 2: 49). Após este fato, não se tem mais notícias de José.
Acreditou em sua noiva quando ninguém acreditou, confiou em Deus, não teve méritos na bíblia e ainda sofreu com perseguições escondido por causa de Jesus. E depois de ensinar, proteger e amar Jesus por doze anos, ouviu o filho dizer que estava cumprindo estar na casa do Pai Dele - e não era José.
Quantos de nós vivemos uma história parecida com a de José. Acreditamos em coisas que as pessoas não estão acreditando mais. Somos justos e amamos.
O ministério de José nos ensina que podemos fazer coisas lindas, talvez ajudar outro a crescer no Reino de Deus ou talvez coisas nem tão grandes assim, porque nem sempre seremos o centro da história. Mas que sejamos servos de Deus e cumpramos o Teu chamado, incondicionalmente. E mesmo em situações que somos coadjuvantes, façamos nossa papel de servir.
José serviu Jesus, e Jesus serviu o mundo. E hoje, podemos servir uns aos outros.
Quem sabe o que seria do menino Jesus, se José não tivesse acreditado e cumprido o que Deus lhe ordenou?
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