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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Estranho admirável

E se por acaso Deus se transformasse em uma das pessoas que você vê no seu cotidiano? Como você falaria com Ele? Sabe o senhor do elevador, o porteiro do prédio, o segurança do shopping, a faxineira do seu trabalho, o motorista do carro da frente, o garçom do restaurante, o assistente do seu escritório?
Na história da mulher samaritana, Jesus apareceu como um homem estranho no dia a dia dela. Uma pessoa que lhe pedia água.
“E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos). Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.”(João 4:6-10)
Uma certa vez, após a Sua morte, Jesus apareceu como um viajante a caminho de Emaús. Por quilômetros, Ele andou ao lado de dois discípulos, os quais estavam entristecidos com Sua morte, mas só reconheceram o Mestre, ao partirem o pão.
“Naquele mesmo dia, dois deles estavam indo para um povoado chamado Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém.“No caminho, conversavam a respeito de tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles; mas os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo.”(Lucas 24:13-16)
Após ter morrido, Jesus fez algumas aparições aos discípulos, em uma delas, Ele era um homem na praia. E só foi reconhecido quando fez o milagre da pesca.
“Ao amanhecer, Jesus estava na praia, mas os discípulos não o reconheceram. Ele lhes perguntou: "Filhos, vocês têm algo para comer? ""Não", responderam eles. Ele disse: "Lancem a rede do lado direito do barco e vocês encontrarão". Eles a lançaram, e não conseguiam recolher a rede, tal era a quantidade de peixes. O discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: "É o Senhor! " Simão Pedro, ouvindo-o dizer isso, vestiu a capa, pois a havia tirado, e lançou-se ao mar.Os outros discípulos vieram no barco, arrastando a rede cheia de peixes, pois estavam apenas a cerca de noventa metros da praia.” (João 21:4-8) - Será que só vemos Deus quando Ele faz algum milagre?
Se Jesus nos aparecesse como um ser celestial, ficaria fácil tratá-lo com amor e reverência. Mas proponho tentarmos estar mais sensíveis e perceptíveis a Deus, não só quando O adoramos, mas quando nos relacionamos com uma pessoa.
É possível sentir Deus quando conversamos com alguém. Percebê-Lo, quando tratamos com amor as pessoas que vemos diariamente.
Você já pensou se a mulher samaritana tivesse dito ao homem que lhe pedia água, pra que ele mesmo pegasse?
E se o homem que caminhou com os discípulos a caminho de Emaús, não fosse convidado para comer o pão com eles?
Pense que cada pessoa que temos algum tipo de relacionamento, por menor que seja, é uma oportunidade de sermos cristãos, pois Jesus não só apareceu como um estranho a àquelas pessoas, Ele também fez um milagre.
E se hoje ser um bom companheiro, uma ótima companhia ou um estranho admirável, pode ser considerado um milagre, que sejamos um milagre no cotidiano das pessoas.
                                                                                                                                              Flávio e Fabiana

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Coadjuvantes na vida


A bíblia fala de um homem convencido por um anjo a acreditar que sua futura esposa esperava um filho que não era de outro homem, e sim de Deus.
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, internou deixá-la secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo” (Mt 1:18-20).
As possibilidades deste fenômeno acontecer eram nulas. Assim como hoje, quem acreditaria em uma história destas? José acreditou.
Ele também sabia que pela lei descrita em Dt. 22, Maria podia ser apedrejada, simplesmente por não ter casado antes de ter um filho.
Foi obediente quando Deus lhe ordenou a voltar com o Jesus do esconderijo:    
“... Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino. Então ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.” (Lucas 2).
Além disto, a bíblia não relata argumentos de José. Sabe-se que era carpinteiro, e ensinou a Jesus uma profissão.
Não se sabe quando morreu, provavelmente logo após o episódio em que Jesus não é encontrado por três dias, enquanto ensinava os sábios na Sinagoga: “Três dias depois, acharam Jesus no templo, assentando no meio de doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que ouviam se admiravam da sua inteligência e das suas respostas.” (Lc: 2)
José levava a família anualmente a Jerusalém para a festa da Páscoa. Mas quando o menino tinha doze anos, sumiu por três dias. Como qualquer pai que ama seu filho, juntamente com Maria o procurou desesperadamente. Quando o encontrou, teve uma resposta que não esperava do filho: “Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lc 2: 49). Após este fato, não se tem mais notícias de José.
Acreditou em sua noiva quando ninguém acreditou, confiou em Deus, não teve méritos na bíblia e ainda sofreu com perseguições escondido por causa de Jesus. E depois de ensinar, proteger e amar Jesus por doze anos, ouviu o filho dizer que estava cumprindo estar na casa do Pai Dele - e não era José.
Quantos de nós vivemos uma história parecida com a de José. Acreditamos em coisas que as pessoas não estão acreditando mais. Somos justos e amamos.
O ministério de José nos ensina que podemos fazer coisas lindas, talvez ajudar outro a crescer no Reino de Deus ou talvez coisas nem tão grandes assim, porque nem sempre seremos o centro da história. Mas que sejamos servos de Deus e cumpramos o Teu chamado, incondicionalmente. E mesmo em situações que somos coadjuvantes, façamos nossa papel de servir.
José serviu Jesus, e Jesus serviu o mundo. E hoje, podemos servir uns aos outros.
Quem sabe o que seria do menino Jesus, se José não tivesse acreditado e cumprido o que Deus lhe ordenou?