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sábado, 22 de dezembro de 2012

A missão da igreja nos dias atuais




Fazendo um evangelho para os dias de hoje, acredito que o papel da igreja é a preservação da vida. A igreja não é capaz de transformar pessoas, assim elas o fazem mutuamente ou individualmente. Sua incumbência engloba a missão do evangelho - prática do perdão e solidariedade com os pobres. Não podemos deixar de mencionar que os ricos também precisam ser alcançados pela graça divina.
Levar a graça de Deus ao necessitado é uma linda demonstração do amor.
Ao analisar a conversão de Paulo é possível perceber que seu ministério foi iniciado, conduzido e realizado com auxílio de pessoas que influenciaram ou fizeram parte de sua vida. Neste sentido, pode-se caracterizar que a igreja possui também um senso de humanidade quando se preocupa com o próximo, acolhendo-o. Senso de gratidão e senso de responsabilidade ao manter a vida e multiplicá-la.
Na missão como libertação, David Bosch (Missão Transformadora – Mudanças de Paradigmas na Teologia da Missão) afirma que a libertação deve acontecer em três níveis diferentes: libertação de opressão e marginalização; libertação de qualquer espécie de escravidão pessoal e libertação do pecado. A teologia de libertação tem uma forte preocupação social e rejeita interpretar a fé do cristão em categorias metarrenais e rejeita o individualismo excessivo.
Esta busca incessante pela realização humana – digo humanidade – deve ser o objetivo central da igreja.
A vida deve ser conduzida de forma livre.
Buscar a humanização das pessoas, o espírito fraternal e solidariedade devem partir da igreja. Pois a ela foi revelado a palavra da vida, e ela deve fazer a teologia na sociedade onde está inserida.
“Não é suficiente dizer aos cidadãos – sede bons: é preciso ensiná-los a ser.” (Rousseau – Da Econ. Pol. P. 296)
A igreja deve deixar de lado a ideia que foi separada quando santificada pela graça. Pois isto contraria os preceitos fundamentais do cristianismo. Não há possibilidade de exercer o evangelho longe das pessoas, da realidade do mundo em que vivemos. Devemos aceitar a transformação de Deus para nos tornar mais humanos e inclusivos.
"Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas: jamais jogue alguém fora." Audrey Hepburn, por Fabiana A. Cassarotti.
A igreja deve o tempo todo contextualizar-se e reinterpretar a palavra bíblica para a atualidade, senão viveremos numa sociedade atrasada e precária no entendimento da verdade.
Ser igreja é uma tarefa de amor e ao mesmo tempo desafiadora.
                                                                

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Prato Bom é prato cheio: Shimeji na Manteiga!

Prato Bom é prato cheio: Shimeji na Manteiga!: Apresentador: Hoje apresentaremos em nosso blog, a primeira receita!! (som de palmas) Obrigado, Obrigado! E quem vem aqui para apresent...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Teologia de todo dia

"É bom lembrar que teologia, em geral, se faz junto do povo, procurando as respostas de Deus ao dilemas diários. Deus e a sua vontade não são apenas conceitos abstratos e estratosféricos que serão entendidos a aceitos intelectualmente. Ele e a sua vontade também devem ser encarnados em nosso cotidiano."
                                                                                                                            Lourenço Stelio Rega


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Obstrução da natureza humana

"O que o ouvido deseja é ouvir música, e a proibição de ouvir música chama-se obstrução do ouvido. O que o olho deseja é ver beleza, e a obstrução de ver beleza é chamada obstrução da visão. O que o nariz deseja é cheirar perfume, e a proibição de cheirar perfume é chamada obstrução do olfato. A boca quer falar do justo e do injusto, e a proibição de falar do injusto e do injusto é chamada obstrução do entendimento. O que o corpo deseja desfrutar são alimentos deliciosos e belas roupas, e a proibição de gozar disso chama-se obstrução das sensações do corpo. O que a mente quer é ser livre, e a proibição dessa liberdade chama-se obstrução da natureza" (Yang Chu, séc. III)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Deus se revela no caminho

"13 Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios;   
14 e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido.
15 Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles;
16 mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram.
17 Então ele lhes perguntou: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós? Eles então pararam tristes.
18 E um deles, chamado Cleopas, respondeu-lhe: És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias?
19 Ao que ele lhes perguntou: Quais? Disseram-lhe: As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo.". (Lucas 24-13)

Está história bíblica fala a respeito de dois homens que andavam pelo caminho de Emaús. A estrada era longa e conversavam a respeito de Jesus. Estavam tristes e desiludidos porque tiveram uma grande perda, Jesus tinha falecido. Certa hora, um outro homem se aproximou e muito interessado puxou conversa com os dois.
Este terceiro homem envolveu-se no problema deles, a fim de conhecê-los mais. Jesus andava com eles e nem percebiam.
Cristo fez perguntas ao invés de dar a resposta que almejavam.
A vida com Jesus é uma caminhada. Nem sempre Ele nos responde do jeito que esperamos, mas sempre está conosco e nos ouve.
Imagina o tamanho do problema dos dois viajantes? Jesus morreu, e agora? Mas, se não tivessem cegos por focarem no problema, veriam que a solução estava diante deles.
Você talvez um dia se perguntou: "Se Deus vê tudo, porque tenho que contar pra Ele?"
Jesus sabia o que estava acontecendo com eles, mas fez questão de ouvi-los falar do jeito deles, sob a visão deles. Jesus não se revelou prontamente porque tinha algo a tratar no caminho. Não tirou-lhes rapidamente a  tristeza, revelando-se logo no início, porque a resposta se formaria num processo de caminhada juntos.
Uma vez vi um comercial na TV que dizia: "Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas." Nossas angústias e aflições podem nos impulsionar a crescer e buscar algo melhor.
Ele se importa com você, Ele se preocupa com você, sabe o que você precisa, gosta de ouvir você e sente sua dor. Ele te ama de verdade.
Jesus andou com eles porque queria sentir também o cansaço deles.
Sabe porque às vezes nos sentimos acuados, sem saída ou limitados? "Porque a cerca que nos limita pode ser a mesma que nos protege."
Quando chegam ao final da viagem, Jesus iria tomar outro rumo, mas é convidado pelos viajantes a ceiar na casa deles. E de repente ao partir do pão, eles enxergam Jesus.
Convide Ele para participar dos seus pensamentos e dos seus segredos. Ele quer entrar na sua casa e dividir com você os pensamentos Dele também.



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sociedade moderna

A sociedade mudou, o que antes era para todos, hoje é para o indivíduo. Vivemos num mundo cada vez mais individualista, onde o que reina são as vontades próprias, não mais as necessidades das pessoas.

Mudaram as esperanças, os sonhos e as idealizações. Hoje uma sociedade boa é àquela que promove o bem estar de cada um, não mais do todo. Tornamo-nos escravos de nossos desejos e das nossas realizações.  

sexta-feira, 16 de março de 2012

      Alteridade, tolerância com a diferença do outro

Como filhos de Deus podemos continuar com o ministério de Jesus Cristo sendo um norte para os perdidos. Ajudando aos necessitados. Estendendo as mãos aos caídos. Mas assim como Jesus suportou estar ao lado de todo tipo de gente, somos capazes de aceitar as diferenças do outro? Conviver com uma pessoa estranha aos padrões evangélicos? Me refiro a pessoas que optam não serem iguais, ou nascem com uma disparidade genética ou se tornam não adeptos a união entre um homem e uma mulher. Ultimamente se tem visto diversas discussões evangélicas a repeito de pessoas aversas ao casamento proposto por Adão e Eva. Por vezes, o resultado destes debates tem sido só um "não apóio" de grandes denominações. Categoricamente muitos cristãos tem excluído estas pessoas "diferentes".  Ao contrário do amor pregado por Cristo, estamos talvez observando de longe o que Deus pode fazer por elas, esquecendo de acolhê-las e levar o reino de Deus na vida de quem precisa. A intenção é fazer você refletir sobre o amor abrangente de Deus, que não faz acepção de pessoas, que não exclui, abraça a todos. Pois se pensarmos que Deus escolhe seus adoradores, é possível dizer que ele também exclui; o que não podemos acreditar enquanto cristãos.  Pedro nos deixa uma mensagem de amor. Convida aos conhecedores da verdade a amar incondicionalmente ao próximo. "Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros," (Pedro 1:22) Se verdadeiramente amar-mos uns aos outros, sendo não só o outro semelhante a nós, mas até o esquisito, aquele que não opta pelas mesmas opções de vida, certamente seremos a luz deste mundo intolerante e o sal desta terra preconceituosa. Firmemente atenderemos ao chamado de Deus, suportando as diferenças do próximo, aceitando e exercendo a humanidade nos padrões de Jesus.