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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Honestidade, ainda que invisível



Pense na seguinte hipótese: se você pudesse ser invisível por um dia, o que você faria? Primeiramente, o que te vem à cabeça, ficar quieto para não ser encontrado ou entrar em lugares restritos pra você? Em ambas as opções, você faria algo honesto?
Quero responder essas perguntas com duas histórias contidas na bíblia. A primeira trata de um homem que escolheu não ser invisível e mudou a história da humanidade, a outra trata de um homem que passou-se por outra pessoa e tomou o que não era dele, e depois fugiu da morte até ter um encontro com Deus.
Jesus quando exposto a uma situação que poderia esconder-se pra não ser preso, escolheu permanecer aonde estava e confiar em Deus. Em (Mt 26:50): “Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.” Esta pergunta foi feita a um dos discípulos, Judas o qual vendeu o Mestre por 30 moedas de prata aos grandes sacerdotes, no momento em que beijou Jesus mostrando aos soldados quem era o Mestre. Jesus mesmo sabendo que seria traído, quando na última ceia disse: (Mt 26:21): “E Ele, respondendo, disse: O que põe comigo a mão no prato, esse me há de trair.”, escolheu não ficar invisível e sofrer as consequências de sua honestidade.
De acordo com esse texto, escolher não ser invisível foi a melhor opção, pois graças a Jesus, temos a oportunidade de sermos salvos. Tua atitude de morrer por nós estendeu o reino de Deus a todos os povos da Terra.
Há também uma passagem na bíblia que relata a história de uma pessoa que preferiu ser invisível passando-se por outra pessoa para ter uma benção que não era dele. Em (Gn 27:35): “Respondeu Isaque: Veio teu irmão e com sutileza tomou a tua bênção”. Uma passagem que conta a façanha de Jacó em tomar a bêncão da primogenitura de Esaú, enganando o debilitado pai Isaque no leito de morte. Ele cobriu as mãos com pele de carneiro para parecer-se com o irmão Esaú e trouxe o prato de comida preferido do pai para agradá-lo. Após Isaque dar a única bênção de primogenitura a Jacó, Esaú jura em matar Jacó, o qual foi obrigado a fugir.
Jacó ficou invisível, pois para Isaque, ele era Esaú. Ele entrou nos aposentos do pai, aonde não foi convidado e recebeu algo que não era pra ele. Por causa disso, sofreu fugindo de sua própria família, perdendo os laços afetivos de sua geração até ter uma revelação de Deus, quando Jacó é abençoado. Deus lhe dá outro nome e uma nova identidade. A partir desse encontro ele não seria mais desonesto. E através dele nasce uma grande nação. Isso mostra que Deus realiza seus propósitos, independentemente do pecado dos homens.
Seriam inúmeras as oportunidades de sermos invisíveis, de fazer coisas que não agradam aos olhos de Deus quando não somos vistos. Mas, quando formos expostos a uma situação que nos obrigue a fazer uma escolha entre ser invisível ou ser corajoso em “dar a cara a tapa”, entre enganar a algúem ou sermos nós mesmos e sofrer as consequências da sinceridade, que sejamos sempre honestos, verdadeiros em nossos atos ou declarações, não propensos a enganar, mentir ou fraudar. Que sejamos como crianças perante Ele, reconhecendo nossas fraquezas, porque pela graça de Deus, sempre temos escolha de sermos honestos, ainda que invisíveis.